
GRUPOS FAMILIARES
A Melhor Estratégia de Evangelismo Para Metrópoles
"E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo." - Atos 5:42
Como já vimos anteriormente, é muito difícil a penetração da igreja nos lares de estranhos para a pregação do evangelho. O milagre, porém, pode acontecer, e, de repente, poderão se abrir dezenas de casas e centenas de caminhos novos e livres para o acesso da igreja. E acontecerá de maneira suave, tranqüila, sem alardes, sem a necessidade de muito marketing, e com custo quase zero para a igreja. Rapidamente, as muralhas que separam a igreja do povo ao redor cairão por terra, a igreja sairá das quatro paredes e em pouco tempo estará fazendo missões urbanas.
É a estratégia dos Grupos Familiares. Se apenas 20% dos membros da
igreja se dispuserem a pagar o preço, o plano estará viabilizado. Para
uma igreja de 150 membros, o rol seria dividido em 30 grupos de 5
membros, o que corrresponde a 20% do rol. Para uma igreja de 200, 40
grupos. E, assim sucessivamente. Basta que um quinto dos membros da
igreja resolvam abrir as portas das suas casas, e o milagre da
multiplicação acontecerá na igreja. Haverá um processo de crescimento
que não terá mais fim. O método é infalível, imbatível. É bíblico.
Os líderes de grupos serão
devidamente orientados, treinados e verão que a liderança das
reuniões é a coisa mais fácil do mundo! Em pouco tempo outros
membros do grupo se habilitarão à direção. Alguns grupos crescerão
rapidamente, e, ao atingirem o número de dez participantes, poderão
ser desdobrados em dois, dando origem a um novo grupo. Para
facilitar a comunicação e visando o bom funcionamento desta
estratégia, poderão ser formados capítulos ou distritos por áreas
geográficas, de oito ou dez grupos cada, sob a supervisão de um
líder distrital.
Tem muita gente simpática à idéia de
grupos familiares, que não apoia por não possuir o dom de pregar.
Não é preciso. Qualquer pessoa alfabetizada estará habilitada a
dirigir um grupo. As lições serão sempre distribuidas
antecipadamente, com tempo suficiente para o estudo individual. Na
reunião do grupo, o líder fará apenas os comentários conclusivos
(que poderão ser lidos), dará as respostas (para dissipação de
dúvidas) que terá recebido do líder distrital, e coordenará a
reunião, cujo programa poderá ser: - um ou dois cânticos; leitura
dos comentários conclusivos da lição; fornecimento de respostas;
breves opiniões dos presentes; recolhimento de pedidos de orações;
orações intercessórias; e a distribuição da lição seguinte.
Para atrair os vizinhos há muitas
formas, além, é claro, do convite direto. Uma boa idéia é criar um
formulário de Pedido de Oração, distribuir aos vizinhos para que
preencham com os seus pedidos. Meia hora antes da reunião, alguém
passa para recolher os pedidos e aproveita para convidar a pessoa
para a reunião, a fim de conhecer aqueles que estão orando por sua
vida.
Periodicamente os líderes de
capítulos poderão promover festas, passeios e outras atividades
entre os membros e participantes dos grupos da sua área de
jurisdição, para propiciar maior comunhão.
O método de Grupos Familiares é
bíblico. O Senhor Jesus treinou os seus discípulos, deu as
orientações necessárias, e os enviou de casa-em-casa ( Lucas 9:1-6
). Posteriormente, enviou outros 70 discípulos também de
casa-em-casa ( Lucas 10:1-10 ), os quais regressaram "possuídos de
alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo
teu nome!" - Lc 10:17. Qual o propósito do Senhor Jesus ao
enviá-los? O prosseguimento da obra e a expansão do seu reino por
todo o mundo.
A igreja apostólica se expandiu
rapidamente pregando o evangelho publicamente e de casa-em-casa.
"Partiam o pão de casa-em-casa..." Atos 2:46; "de casa-em-casa não
cessavam de ensinar..." Atos 5:42; "publicamente e também de
casa-em-casa." -Atos 20:20. Por dois anos Paulo pregava o evangelho
dentro da sua própria casa - Atos 28:30-31; a igreja na casa de
Lídia (Atos 16:40); a igreja na casa de Priscila e Áqüila (Romanos
16:3-5); a igreja na casa de Filemon (Filemon 2).
Sobre grupos familiares, vale a pena
ler o Livro "Grupos Familiares e o Crescimento da Igreja", de Paul
Yonggi Cho, publicado pela Editora VIDA, o qual narra em detalhes
como se deu a plantação e o crescimento da Igreja Central do
Evangelho Pleno em Seul, na Coréia. Esta igreja em 1961 tinha apenas
600 membros; após a implantação dos grupos familiares disparou a
crescer, e não mais parou. Em 1992, na 10a edição do livro, que
serviu para a minha consulta, esta igreja já ultrapassava a soma de
150.000 membros.
O Pastor Paul Yonggi Cho fez escola.
Outras igrejas da Coréia adotaram o método e também dispararam a
crescer. A Coréia do Sul é hoje um país com maioria evangélica, e
possue as maiores igrejas do mundo. A maior igreja presbiteriana do
mundo, e também a metodista estão situadas na Coréia do Sul.
Nas folhas 84 a 86 do seu livro, o
Pastor Paul Yonggi Cho conta que certa feita foi ministrar no Japão
sobre o crescimento da igreja e os japoneses ficaram céticos quanto
a esta possibilidade para aquele país. Paul, mesmo sabendo do alto
grau de rejeição dos japoneses pelos coreanos, escolheu uma senhora
bem treinada da sua igreja e a enviou ao Japão com o desafio de
plantar uma igreja e atingir 200 membros no primeiro ano, e fazê-la
crescer para 1.000 membros. Já no primeiro ano esta missionária
ultrapassou o alvo chegando a 250 membros. Para o ano seguinte seu
alvo já era 500 membros!
Nestes tempos de metrópoles, não há
método melhor para missões urbanas do que o sistema de grupos
familiares. Ao redor da casa de cada membro da igreja há dezenas de
famílias fechadas nas suas fortalezas que nunca atenderiam a um
estranho. Contudo, você que é vizinho tem acesso a essas pessoas. Se
insistir no convite elas irão à reunião do seu Grupo Familiar.
Uma forma de facilitar a aceitação do
convite por parte dos convidados é servir um chá após as reuniões.
Neste caso, as pessoas seriam convidadas para um "chá" seguido de
breve momento de meditação. É uma estratégia boa. Funciona bem. A
decisão de servir ou não o chá, ficará à critério de cada grupo,
consoante entendimento prévio com o líder distrital
Os grupos familiares poderão ser fixos ou móveis. Com o desenvolvimento do programa, os líderes distritais perceberão isto, que determinados locais se mostram mais férteis, e poderá decidir pela fixação das reuniões do grupo nesses locais. Os líderes devem, contudo, perguntar sempre se alguém oferece a sua residência para hospedar a próxima reunião. Muitos visitantes solicitarão reuniões, e isto será ótimo, porque sempre que a reunião ocorrer em local diferente estarão aumentadas as chances de se alcançar outras pessoas, vizinhos e familiares do hospedeiro.